A balança comercial brasileira no
ano de 2013 obteve o pior resultado desde 2000. No ano passado verificou-se um
superávit comercial de US$ 2,5 bilhões, enquanto que no ano de 2000 o resultado
foi um déficit de US$ 0,7 bilhões. Quando comparado com o ano de 2012, houve
uma redução de 86%. Em 2012 o resultado foi positivo em US$ 19,4 bilhões.
O
fraco desempenho da balança comercial se deve ao aumento das importações, pois
as exportações permaneceram praticamente constantes. Em 2013 as importações
obtiveram um resultado de US$ 239,6 bilhões, enquanto que as exportações foram
de US$ 242,1 bilhões. Em 2012 as exportações foram de US$ 242,5 bilhões e as
importações foram de US$ 223,1 bilhões.
Em
parte este aumento nas importações aconteceu porque houve atraso na
contabilização da importação de combustíveis e derivados. A Receita Federal editou a
instrução normativa 1.282, que concedeu um prazo de até 50 dias para registro das
importações de combustíveis e derivados feitas pela Petrobras. Normalmente, as
empresas têm 20 dias para fazer o registro. Assim US$ 4,5 bilhões de importação
de derivados de petróleo que foram feitas em 2012 só foram adicionadas a
balança comercial em 2013. Isso contribuiu para superestimar o resultado de
2012 e subestimar o resultado do ano passado. Pelo lado das exportações o
principal ponto de destaque foram as “exportações” das plataformas de petróleo
que somaram de US$ 7,7 bilhões. Sem elas o Brasil apresentaria déficit
histórico.
Entre
os produtos o maior déficit foi na conta de petróleo que fechou o ano com um
saldo negativo US$ 7,8 bilhões, e o maior superávit foram a soja que chegou a
um resultado de US$ 5,3 bilhões.
Entre
os países, China continua sendo o maior parceiro comercial do Brasil. As
exportações para esse país somaram US$ 46 bilhões no ano passado, novo recorde
histórico, com alta de 10,8% sobre 2012 (US$ 41,22 bilhões), ao mesmo tempo em
que as vendas para os Estados Unidos, por exemplo, recuaram 8,2% em 2013, para
US$ 24,85 bilhões, contra US$ 26,84 bilhões em 2012. Para as importações, as
compras realizadas da China, também o principal vendedor de produtos para o
Brasil, somaram US$ 37,3 bilhões no ano passado, contra US$ 34,25 bilhões em
2012 (alta de 8%). Isso quer dizer que o Brasil registrou um superávit
(exportações menos importações) de US$ 8,7 bilhões com o país asiático no ano
passado.
No
que diz respeito a balança comercial catarinense o saldo é negativo no ano de
2013 com dado até o mês de novembro em –US$ 5,62 bilhões.
Esse
resultado fraco da balança comercial brasileira em 2013, originado do
resultado negativo na conta do petróleo e derivados, reforça a situação
complicada da Petrobrás, principal importadora desses produtos, e pressiona
para mais aumento de preços neste ano.

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