sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Balança comercial - Análise do resultado de 2013



       A balança comercial brasileira no ano de 2013 obteve o pior resultado desde 2000. No ano passado verificou-se um superávit comercial de US$ 2,5 bilhões, enquanto que no ano de 2000 o resultado foi um déficit de US$ 0,7 bilhões. Quando comparado com o ano de 2012, houve uma redução de 86%. Em 2012 o resultado foi positivo em US$ 19,4 bilhões. 

      O fraco desempenho da balança comercial se deve ao aumento das importações, pois as exportações permaneceram praticamente constantes. Em 2013 as importações obtiveram um resultado de US$ 239,6 bilhões, enquanto que as exportações foram de US$ 242,1 bilhões. Em 2012 as exportações foram de US$ 242,5 bilhões e as importações foram de US$ 223,1 bilhões.

        Em parte este aumento nas importações aconteceu porque houve atraso na contabilização da importação de combustíveis e derivados. A Receita Federal editou a instrução normativa 1.282, que concedeu um prazo de até 50 dias para registro das importações de combustíveis e derivados feitas pela Petrobras. Normalmente, as empresas têm 20 dias para fazer o registro. Assim US$ 4,5 bilhões de importação de derivados de petróleo que foram feitas em 2012 só foram adicionadas a balança comercial em 2013. Isso contribuiu para superestimar o resultado de 2012 e subestimar o resultado do ano passado. Pelo lado das exportações o principal ponto de destaque foram as “exportações” das plataformas de petróleo que somaram de US$ 7,7 bilhões. Sem elas o Brasil apresentaria déficit histórico.

         Entre os produtos o maior déficit foi na conta de petróleo que fechou o ano com um saldo negativo US$ 7,8 bilhões, e o maior superávit foram a soja que chegou a um resultado de US$ 5,3 bilhões.

      Entre os países, China continua sendo o maior parceiro comercial do Brasil. As exportações para esse país somaram US$ 46 bilhões no ano passado, novo recorde histórico, com alta de 10,8% sobre 2012 (US$ 41,22 bilhões), ao mesmo tempo em que as vendas para os Estados Unidos, por exemplo, recuaram 8,2% em 2013, para US$ 24,85 bilhões, contra US$ 26,84 bilhões em 2012. Para as importações, as compras realizadas da China, também o principal vendedor de produtos para o Brasil, somaram US$ 37,3 bilhões no ano passado, contra US$ 34,25 bilhões em 2012 (alta de 8%). Isso quer dizer que o Brasil registrou um superávit (exportações menos importações) de US$ 8,7 bilhões com o país asiático no ano passado. 

        No que diz respeito a balança comercial catarinense o saldo é negativo no ano de 2013 com dado até o mês de novembro em –US$ 5,62 bilhões.


     Esse resultado fraco da balança comercial brasileira em 2013, originado do resultado negativo na conta do petróleo e derivados, reforça a situação complicada da Petrobrás, principal importadora desses produtos, e pressiona para mais aumento de preços neste ano.  

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